Thunderbolts*: onde assistir ao novo filme do MCU e o que ele prepara para a Fase 6

Fim de Fase com cheiro de recomeço: Thunderbolts*, a reunião mais improvável de anti-heróis do MCU, encerrou sua passagem pelos cinemas e já pode ser visto em casa. Depois das estreias nas telonas em 1º de maio de 2025 (Reino Unido) e 2 de maio (Estados Unidos), o filme chegou ao digital em 1º de julho e ganhou versões em Blu-ray e DVD em 29 de julho. É a deixa perfeita para maratonar antes da próxima etapa do universo Marvel.

Onde assistir agora e quais são as versões disponíveis

O longa está liberado para compra e aluguel nas principais lojas digitais. Na compra, o título entra de vez na sua biblioteca; no aluguel, há um período limitado para dar o play. Para quem prefere mídia física, os discos em Blu-ray e DVD já estão nas prateleiras desde 29 de julho — boa pedida para colecionadores ou para quem curte colocar o filme na estante.

Os prazos seguem o calendário de lançamento pensado para manter a conversa viva: cinemas em maio, digital no começo de julho e disco no fim do mês. Ou seja, quem perdeu nas telonas não precisa esperar mais. Basta escolher o formato que funciona melhor para você e apertar o play.

Se você gosta de ver e rever detalhes, a versão digital facilita a busca por cenas específicas e o rewatch rápido. Já o disco físico garante aquela experiência estável, sem depender de conexão. Em ambos os casos, é o mesmo corte de 2 horas e 6 minutos exibido nos cinemas.

O que esperar do filme: time, história, tom e lugar no MCU

O que esperar do filme: time, história, tom e lugar no MCU

Dirigido por Jake Schreier, o filme junta personagens que sempre operaram nas sombras do MCU. O grupo inclui Yelena Belova (Florence Pugh), Bucky Barnes (Sebastian Stan), Red Guardian (David Harbour), Ghost (Hannah John-Kamen), Taskmaster (Olga Kurylenko) e John Walker (Wyatt Russell). No comando dos bastidores? Valentina Allegra de Fontaine (Julia Louis-Dreyfus), que puxa as cordas e empurra todos para um “trabalho” de alto risco.

A trama é direta e tensa: presos em uma situação criada por Valentina, esses ex-vilões e anti-heróis são obrigados a cooperar para cumprir uma missão que não admite margem de erro. O dilema é menos “como vencer o vilão” e mais “como não se destruírem no processo”. Cada um traz um passado complicado à mesa, e o filme cava essas rachaduras em vez de esconder.

O elenco tem reforços importantes. Lewis Pullman entra como Sentry, novidade poderosa cujo impacto no time muda a dinâmica de forças. Geraldine Viswanathan é Mel, e o time de coadjuvantes ainda conta com Chris Bauer e Wendell Edward Pierce. É um grupo diverso em motivações e métodos — e é justamente aí que a história encontra seu suspense.

O tom foge do espetáculo cósmico e cai no terreno moral cinzento. Em vez de piadas em metralhadora, o filme prefere silêncios incômodos e fricções entre personagens. A recepção crítica tem sido positiva nesse ponto: avaliações na casa de 3,5 estrelas destacam o foco nas relações e a disposição de assumir riscos criativos, driblando a fórmula confortável do MCU quando necessário.

Esse foco em gente antes de espetáculo aparece nos arcos individuais. Yelena tenta conciliar liderança com trauma; Bucky encara a culpa como rotina; John Walker, sempre à beira, luta contra seus impulsos; Ghost e Taskmaster carregam histórias de controle e condicionamento; Red Guardian funciona como válvula de escape, mas também como espelho de frustrações antigas. O filme não os “redime” por decreto; ele testa cada um.

Para contextualizar, vale lembrar de onde cada um vem: Yelena e Red Guardian explodiram em Viúva Negra; Taskmaster também nasceu naquele capítulo, com a história pessoal amarrada à Sala Vermelha; Ghost surgiu em Homem-Formiga e a Vespa; Bucky atravessa a franquia desde Capitão América: O Soldado Invernal até a série Falcão e o Soldado Invernal, que também apresentou John Walker. Valentina vem colecionando aparições estratégicas, sempre recrutando peças para o tabuleiro.

Como peça do calendário, o filme fecha a Fase 5 e funciona como ponte para a Fase 6. O estúdio já confirmou: os personagens principais voltam em Avengers: Doomsday. Isso dá ao final uma sensação de vírgula, não de ponto. Há consequências claras, mas o tabuleiro segue armado para o próximo capítulo dos Vingadores.

Visualmente, o longa investe em locações internacionais. As sequências verticais na Merdeka 118, em Kuala Lumpur (Malásia), dão escala e geografia claras às cenas de ação, com aquela câmera que acompanha a altura e a sensação de risco. O resultado parece pensado para funcionar tanto no cinema quanto na TV de casa: dá para sentir a pressão nas mãos mesmo no sofá.

Classificado como PG-13 e com 2h06 de duração, o filme mantém ritmo firme. Não é um blockbuster que depende de um terceiro ato gigantesco; a tensão nasce dos conflitos internos, e as cenas de ação entram para avançar a história, não para preencher tempo. Quem curte espionagem, estratégia e times improvisados deve se sentir em casa.

Vai assistir agora e quer se preparar? Uma rota rápida antes do play ajuda: Viúva Negra (para Yelena, Red Guardian e Taskmaster), Homem-Formiga e a Vespa (para Ghost) e Falcão e o Soldado Invernal (para Bucky e John Walker). Não é obrigatório, mas essas paradas dão contexto emocional às escolhas que vemos aqui.

Jake Schreier dirige com a mão voltada ao elenco, e a montagem dá espaço para olhares e pausas — algo que o público do MCU anda cobrando há um tempo. O resultado é um filme que conversa com a base fiel e, ao mesmo tempo, pode fisgar quem se afastou por cansaço de escala galáctica. É menor no tamanho, maior na fricção.

Resumindo o essencial para quem quer ver em casa: datas definidas, formatos liberados e um capítulo que fecha a Fase 5 com personalidade. Se sua expectativa é entender como esses nomes se encaixam no quebra-cabeça que leva a Avengers: Doomsday, o filme entrega o mapa emocional. E, agora, está a um clique — ou a um disco — de distância.

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